Faz tanto tempo que eu quero inaugurar uma série de posts mostrando os brechós da cidade, cês nem imaginam. Daquelas coisas que a gente quer fazer mas enrola muito - mesmo sem motivo. Mas, enfim, como eu sou do time do antes-tarde-do-que-nunca, visitei o Brechó da Soledade, que fica na Rua da Soledade (bela rua prum brechó), quase em frente à Igreja da Soledade, na Boa Vista.
Acho que todo mundo é um pouco fascinado por brechó, deve ser a memória agradável das visitas às coisas antigas da mãe, da avó, das tias. Do mesmo jeito que o olho brilhava naquele tempo, é difícil não brilhar vendo aquele amontoado de coisas únicas esperando ser descobertas.


Suely olhando o movimento
O Brechó da Soledade é cheio delas, aliás, taí um brechó pra quem gosta de brechó - mesmo. Ele tem cheiro de guardado, tem muita coisa apertada, misturada, muita quinquilharia que nem tá pra venda, só foi esquecida por lá. Enfim, é pra quem quer garimpar achados.




Todas as peças lá são vendidas por consignação - e qualquer pessoa pode levar roupas suas pra vender lá - e os preços começam por um real, mas essas coisas muuuito baratas são daquelas que não valem muito à pena, são só roupas comuns e muito velhas (pijama de algodão, camiseta sambada, top de lycra esgarçado). As legais mesmo custam entre R$10 e R$20, em média. Algumas são mais caras, como o conjunto que aparece na foto, de blazer nude (tem muitas opções de blazer lá), cinto e saia xadrez, por R$50.


Foi engraçado que, enquanto eu procurava peças pras fotos, Suely disse "você quer umas coisas mais exóticas, né?" Eu disse que sim e ela me mostrou algumas peças, além de lamentar que os vestidos antigos e armados não tavam mais por lá pra eu ver.

No fim das contas, se não achar uma roupa pra levar pra casa, você se diverte muito procurando e recupera um tantinho da sensação de desbravar os guardados da mãe.
Cês gostaram? Quero visitar outros brechós, mas não conheço muitos, quem tiver dicas de alguns legais, conta aí nos comentários.