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Quem não queria trabalhar aqui?

Hoje em dia, trabalho em casa e não consigo nem imaginar alguma circunstância que me faria abrir mão dessa maravilha. Nem todo mundo se adapta mas eu amo. Sento olhando pra janela do quintal, os gatos passam, faço xixi no meu banheiro, vivo mais tempo em silêncio, faço meu almoço na hora de comer e às vezes não tiro o pijama (só às vezes, porque isso, sim, é uó).

A verdade é que trabalho em casa já há alguns anos mas só pude ser feliz com essa escolha depois de chegar à minha casa. Quando morava com meus pais, por muito tempo fiquei cega pras felicidades que isso trazia porque vivia estressada com o amontoado de coisas que era meu quarto e, principalmente, com o fato de trabalhar, me divertir e descansar no mesmo cômodo. Imagina o Ricota dentro de 12m², com materiais, equipamentos, cenários e tudo o mais. Hoje, posso ver como sou feliz com o espaço em que eu vivo e trabalho e sou muito grata por isso.


Mas vejam vocês que o assunto do post nem são minhas aventuras ao trabalhar em casa, é que, como vinha dizendo no início, é bem improvável que algo me fizesse não trabalhar mais em casa, mas isso não me impediu de pirar no The Wing, novo coworking só pra mulheres que abriu em NY (fica a ideia pras empreendedoras brasileiras).

Praticamente todo o andar é decorado em rosa blush, que é um tom maravilhoso, a versão mais bonita do pêssego.Combinados a essa base delicada, muita madeira de nogueira, muito cinza claríssimo e dourado. Antes de mais nada, já digo logo que a mão do pincel chega tremeu quando vi essas cadeiras cinza. Já quero pintar cadeiras nessa cor, mesmo sem saber nem onde colocar mais. Se eu tivesse outros móveis como tenho cadeiras, tava feita.



Audrey e Lauren e a estante gigante só com livros escritos por mulheres


Meredith Grave combinando com a decoração 😊

Aurora James e Alex Covington













As fundadoras Audrey Gelman e Lauren Kassan inauguraram o The Wing em outubro e já são 350 usuárias associadas desde então. As moças que criaram todo o visual se chamam Hilary Koyfman e Chiara de Rege e, segundo Hilary, o espaço é meio que Mad Men, só que sem men. 😊 Um espaço criado e desenvolvido por mulheres, onde outras mulheres podem trabalhar e criar conexões pra gerar negócios, ideias e projetos voltados pra mais mulheres. Fortalecimento com um design maravilhoso.

Imagens e notícia daqui e daqui.
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5 Lições que aprendi com America's Next Top Model


Até 2 meses atrás, eu nunca tinha visto nenhum episódio de America's Next Top Model. Mesmo o programa já estando no ar desde 2003, eu só conhecia de ouvir falar. Aí, num sábado em casa, resolvi clicar no play do Netflix. Pronto, depois disso, devorei as três temporadas que tem lá e ainda catei a última na internet pra ver.

Fiquei fascinada com Tyra Banks, de verdade. Eu só conhecia a moça de ver sites de fofoca rindo dela, chamando de histérica, exagerada, mal vestida; eu própria, quando era muito bobinha, me via achando esse tipo de coisa divertida.

O fato é: Tyra Banks é um gênio do empreendedorismo, de verdade. Não só no que se refere a criar e manter negócios, mas ela conduziu a carreira sempre de uma maneira muito inteligente. Primeiro de tudo, começando como modelo, foi pra Paris Fashion Week, estudou o estilo de desfile de cada designer e, pra cada teste que ia, apresentava exatamente o que a marca esperava. Conseguiu agendar 25 desfiles, um número que nenhuma modelo iniciante jamais tinha pensado em atingir, muito menos sendo uma mulher afro-americana num mercado ainda fechado e preconceituoso.

Alguns anos depois, Tyra ganhou peso e já não se encaixava no padrão magérrimo das modelos nas semanas de moda. Voltou pros Estados Unidos, venceu o Miss Estados Unidos - sim, concurso de miss -, o que poderia ser um suicídio na carreira de qualquer modelo, mas a mocinha, sempre muito esperta, fez uma limonada e tanto com esses limões. Usou muito bem o apelo popular do concurso e as novas formas, mais voluptuosas. Foi a primeira mulher negra a aparecer na capa da GQ, da Sports Illustrated e no catálogo de lingerie da Victoria's Secret.

A maioria das coisas que Tyra quis fazer na carreira, ela mesma bancou, produziu, de um calendário com fotos dela na Jamaica a programas de TV.

Em 2003, criou o America's Next Top Model contra a vontade do agente dela, que acreditava que modelos eram frios e individualistas demais pra gerar histórias suficientes pra manter um reality show. O programa já vai no seu 22º ciclo e tá presente em 186 países.

No fim das contas, ver a trajetória dela é muito inspirador e assistir ao America's Next Top Model também rende alguns ensinamentos e tanto pra qualquer carreira, principalmente pra quem tá começando a trabalhar agora e ainda não sabe o beabá da coisa.


Trabalhar duro sem frescura

Não importa se você é um gênio no seu ofício, um talento ímpar para quem todos se curvam; ninguém quer empregar alguém que não quer trabalhar. Em várias sessões de fotos do ANTM, alguns aspirantes a modelo torcem o nariz pra maquiagem, se negam a mudar o cabelo, bufam porque não aguentam passar muito tempo tirando fotos (veja bem, o que você imagina que é ser modelo?) e simplesmente surtam quando alguém exige um tantinho de dedicação. Várias vezes a equipe tem que parar e conversar com os maravilhosos pra que eles entendam que, sim, esse é o seu trabalho e, óbvio, dá trabalho pra fazer.

Agora, volte pros trabalhos da vida real e cotidiana e pensa naquela pessoa que se queixa de tudo que tem que fazer, que recebe um problema pra resolver e devolve dois ou três, nenhum solucionado; que quer começar de cima e se vê acima de toda função que recebe. Insuportável trabalhar com alguém assim. Resumindo, baixe a bolinha e arregace as mangas.

Ser versátil

Não importa se o seu cargo numa empresa tem um nome específico que se refere a uma função específica. Você precisa saber fazer um pouco mais que isso. Existem modelos no programa que fotografam lindamente e andam na passarela como patos constipados. É claro que todo mundo tem um forte, mas é preciso ser minimamente razoável em outras funções ligadas ao seu trabalho.

Mesmo porque, dificilmente alguém faz só uma coisa hoje em dia. Na maior parte dos trabalhos (nem vou citar o extremo, que é quando você empreende), você tem uma gama de ações a realizar e, mesmo que a demanda não surja no dia a dia, quanto mais completo você é, mais elegível vai ser pra qualquer coisa que você desejar. Ser especialista numa coisa não compensa ser totalmente alheio às outras.


Saber se relacionar

Claro que o programa conduz as coisas de maneira a gerar drama. Eles querem conflitos e relações turbulentas - pro bem e pro mal - porque isso conduz o programa, mas é fascinante como algumas pessoas são um campo fértil pra problemas. Apenas não conseguem passar um dia sem arrumar briga com alguém ou sem virar a cara ou fazer uma brincadeira totalmente sem noção que incomoda todo mundo.

Parece que estar em pé numa sala, coexistindo com outras pessoas sem invadir o espaço delas de alguma maneira absurda é fora de cogitação. Isso vai desde falar alto quando os outros querem trabalhar (algo muito corriqueiro e fácil de fazer sem perceber) a falar coisas ofensivas pras pessoas como se fosse normal.

Seguir instruções

Aí o fotógrafo diz: vire pra direita e a pessoa não vira. "Faz cara de sério" e a pessoa não faz. "Mantenha a posição" e a pessoa se mexe. Claro que, na maioria das vezes, as pessoas não contrariam de propósito; elas só não tão se sentindo perdidas e não conseguem seguir as instruções. Só que elas precisam conseguir, faz parte do trabalho delas responder positivamente às direções que recebem.

Vendo o programa a gente vê que algumas só precisam de prática e evoluem com o tempo. Outras não têm jeito pra coisa ou têm tanta má vontade que não tem quem ajeite. Parte fundamental de qualquer trabalho é saber seguir as instruções que te passam. No começo é difícil, você precisa de ajuda (Google incluído), mas tem que se empenhar pra conseguir.


Ouvir críticas

Aí os modelos fazem as fotos e as fotos ficam ruins. Então os jurados dizem que tá tudo um horror e que eles precisam melhorar nisso e naquilo. Parte deles escuta e melhora na próxima sessão. Outros passam a semana inteira contestando de todas as maneiras o que os jurados disseram e atribuindo a culpa a tudo exceto a eles mesmos.

É aquela coisa. Você não entrou nesse programa? Então, parte-se do princípio que você quer receber essa mentoria. Se quiser ser bem sucedida lá, precisa fazer uma limonada com os limões que os juízes te derem. Não existe a possibilidade de contestar totalmente as pessoas que tão ali pra te julgar e ainda esperar receber boas notas delas. É ilógico em qualquer circunstância, no programa e na vida real.
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Dia 5 de agosto começa o ciclo 22 do programa e já tô ansiosa pra ver. Alguém mais vê o programa? :)
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Não existe idade pra fazer a diferença

Vamos conhecer uma moça especial. Porque, vocês sabem como é, a gente tem juventude, força, teimosia, mas ainda tem muito a viver pra aprender o abecedário das coisas. E quem vai ensinar uma ou duas letrinhas disso pra gente, hoje, é Lillian Weber, de 99 anos.

A vida desiste da gente quando a gente desiste dela e, sabendo disso, Lilian costura um vestido por dia pra doar à Little Dresses For Africa que, como o nome diz, doa roupas a crianças africanas. Um dia de cada vez, Lillian já costurou 850 vestidos e tá trabalhando pra chegar aos mil. O que não quer dizer que ela vai parar quando atingir o objetivo: "se eu estiver apta, vou continuar".


Inclusive, ela diz que poderia até fazer dois por dia, mas prefere fazer só um e cuidar mais dos detalhes, da customização e do acabamento dele.

Evidentemente, a gente pode aprender muita coisa com essa história, mas algo que me chama muito atenção (talvez por remeter à minha própria personalidade) é que a gente vive com muito imediatismo e uma fome de fazer tudo de uma vez. E acaba não fazendo nada. Lillian faz um vestido por dia e dá o máximo de si em cada um. Com calma e trabalho, já são quase mil.


O gesto diário, que parece pequeno, se transforma em algo muito mais significativo ao fim de cada vestido. E ao invés de achar que deve fazer tudo, ela faz com dedicação o que sabe que pode. Uma lição e tanto.

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O que é essencial pra realizar sonhos

 Tenho certeza que você já leu em algum lugar (inclusive aqui), que pra realizar sonhos, é preciso ter coragem. Muitas vezes, você vai concluir que uma dose de criatividade é necessária e, também na marra, vai se dar conta de como persistência é imprescindível.

Quando você olha pra si mesma e reconhece um pouco de cada uma dessas coisas, vem aquela sensação boa de eu-sou-quem-eu-preciso-ser. Uma moça destemida e um tanto teimosa, o que tem seu charme. Alguém que tem ideias o tempo todo e quer abarcar o mundo com as pernas, que não teme obstáculos e não quer passar a vida inteira tendo um dia igual ao outro.

Tudo isso é lindo. Se sentir obstinada é maravilhoso e essa auto-confiança vai ser um bom começo pra qualquer coisa que você decida fazer. Vai te dar a energia e a coragem pro pulo, pra se jogar no que é novo e desejado. Mas, minha gente, isso é só o começo.

Um dia, você vai perceber que, depois do pulo, tem o outro lado, que depois do começo, vem o desafio de manter o que você queria, de assentar os tijolinhos pro seu sonho se tornar uma realidade sólida. E aí, minha amiga, não é a hora de ser destemida, teimosa ou criativa, é a hora de ser disciplinada.



Pode ter certeza que a maioria das pessoas ao seu redor já teve ideias geniais. Perseguir essa ideia com coragem é o que separa as pessoas que tiram isso do papel das outras, mas ter disciplina é o que vai separar os castelos de cartas das construções sólidas (metáfora brega, ativar).

Semana passada, li uma frase que, se não me engano, era atribuída a Abraham Lincoln (sabe-se lá se é dele mesmo) e, em outras palavras, dizia que disciplina é saber separar o que você quer agora do que você quer mais. Desde então, ela não sai da minha cabeça, porque pra chegar ao que você mais deseja, minha gente, é preciso virar a cara pra muita coisa que vai te satisfazer na hora e te afastar do objetivo final. A cada dia, a cada minuto, seu poder de organização e foco é posto em cheque.

Tenho certeza que todo mundo aqui já se pegou procrastinando quando deveria fazer algo pro seu próprio bem, muitas vezes algo agradável até, mas que exigia disciplina e planejamento. E, sabe como é, rolar o scroll é tão mais fácil. Afinal, a zona de conforto não tem esse nome à toa. Pode parecer que a gente tá se maltratando ao se dar ordens e exigir compromisso de si mesma, mas pode ter certeza de que a recompensa da realização dá um gosto especial a tudo, até aos momentos de conforto, quando eles realmente se tornam merecidos.

Ser organizada e disciplinada sempre foi meu maior desafio na vida. De um jeito desleixado, torto, sempre me esforcei pra alcançar as coisas, do trivial aos grandes sonhos e, hoje, eu me convenço definitivamente de que não tem esforço ou talento que sobrevivam sem foco e disciplina.

Espero que essa tentativa de organizar as ideias na minha cabeça - que acabou virando post - ajude quem tá pondo as suas em ordem também.
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* {cozinha preguiçosa} Queijadinha fácil e uma paixão que pode virar profissão


Comida é uma coisa que todo mundo ama. Cada um com suas preferências aprende desde bebê a ter uma ligação com os alimentos que sustentam, que trazem sabor e ajudam a gente a conhecer e desenvolver um monte de sensações. 

Essa paixão pela comida acaba virando profissão pra muita gente. Uma das carreiras mais conhecidas é a gastronomia, mas o post de hoje vem apresentar outra opção tão interessante quanto. A Faculdade dos Guararapes acabou de lançar um novo curso na grade, Tecnologia em Alimentos. Durante 3 anos, quem faz o curso aprende um bocado sobre cada etapa do desenvolvimento dos produtos alimentícios, da escolha das matérias primas à distribuição e ao armazenamento no ponto de venda.


O tecnólogo em alimentos pode coordenar a produção, supervisionar cada parte do processo, conduzir pesquisas e mais meio mundo de opções. E, como a indústria alimentícia é bem forte em Pernambuco, o mercado de trabalho é cheio de possibilidades.

Fiquei feliz por contar a novidade por aqui e, já que falei tanto da relação emotiva que a gente tem com a comida, escolhi uma receita afetiva - e deliciosa -, queijadinha. São só 5 ingredientes e é tão fácil de fazer que dá raiva. :)


Ingredientes

1 lata de leite condensado;
1 xícara de coco natural ralado;
1/4 de xícara de óleo de soja;
1 xícara de queijo parmesão ralado;
2/3 de xícara de farinha de trigo com fermento;

Dicas
Priscila Botelho, professora de Tecnologia em Alimentos na FG, passou alguns ensinamentos pra gente escolher os melhores ingredientes.

- Primeiro, o básico: sempre confira a data de validade antes de comprar e usar.
- Quando escolher o coco (ou qualquer fruta e verdura), prefira os que estão intactos, sem aparência de queimado nem pontos pretos ou brancos, que, na maioria das vezes, indicam a presença de bactérias.
- Nunca - nunca mesmo - compre o leite condensado com a lata amassada ou estufada

Modo de preparo

Misture tudo com a ajuda de uma colher até ficar homogêneo. Coloque em forminhas de cupcake e leve ao forno médio por uns 30 minutos ou até dourar. Ela quentinha, saindo do forno com uma xícara de café é tudo que sua tarde precisa. :)


Se você se interessou em saber mais sobre uma carreira ligada à comida, pega sua queijadinha com uma mão, o mouse com a outra e dá uma olhada no site da FG. O pessoal tá à disposição pra esclarecer qualquer dúvida. ;)

* Esse post é um publieditorial, um post de publicidade.
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5 lições do fracasso da seleção pra sua vida profissional


A Copa acabou e a gente saiu com a barriga cheia de drinks e petiscos e uma decepção daquelas. Mesmo quem não esperava o Brasil campeão ficou chocado com a goleada da Alemanha, afinal, a Copa era controversa, gerou gastos de milhões, obras inacabadas, tantos protestos foram coibidos com violência. Até trabalhadores morreram nas obras dos estádios. Enfim, o país aguentou muita coisa e a seleção não fez tudo necessário pra fazer jus ao sacrifício.

Sendo assim, não dá pra salvar nada dessa experiência, certo?

Erradíssimo. A todo momento em que essa história se desenrolava, eu só pensava em como tantas partes do que aconteceu com a seleção de futebol pode acontecer com qualquer uma de nós, no trabalho. Se você reparar direitinho, dá pra tirar umas boas lições do acontecido. Olha só.

1. Conquistas do passado não vencem jogo
Sabe aquele dia de glória onde você teve uma baita ideia, uma super atuação ou trabalhou tanto que até o dono da empresa veio te cumprimentar? Por uma semana, tinha gente te elogiando nos corredores. Depois de tanto prestígio, você até pode se sentir tentada a achar que é indispensável, mas minha gente, não se iluda com isso.

Se você já é reconhecida como uma boa profissional, um tanto melhor. Tudo o que você fizer de bom vai ser mais facilmente percebido por quem interessa, mas não adianta se acomodar a uma fama. Quando a gente acha que tá muito por cima, perde a noção das coisas e só se dá conta quando leva uma goleada.

2. Só garra e emoção não mudam o placar
Se você tem um objetivo, é claro que deve lutar com vontade, com aquela garra que a gente só sente quando tá muito focada. Nessas horas, a gente ganha uma força que não sabe nem onde arranjou mas adianta entrar em campo com garra e sem técnica?

Por isso, se você tem um objetivo na carreira, tenha força e foco, mas se aperfeiçoe, estude, pratique. Esforço é fundamental, mas suor sem estratégia não dá muito resultado.

3. Não deixe sua atuação depender dos outros
É bom trabalhar com gente competente, né? Tem horas em que a melhor coisa do mundo é saber que, apesar da situação estar caótica, fulano resolve. Porque fulano sempre resolve, é só jogar a bomba não mão dele e, assim, você pode até relaxar um pouco. Aí fulano adoece, tira férias ou simplesmente vai usar seu talento em outro lugar. Nessa hora, você vê como tava negligenciando várias partes do seu trabalho e fulano tava sobrecarregado.

Ou seja, é importante trabalhar em grupo, mas com a certeza de que você tá dando conta do que deve dar. Assim, o resultado não depende só de fulano.

4. Agir é melhor que reagir
Existem duas formas de fazer as coisas: criando a ação ou sendo surpreendida por ela. Quando você tá atenta ao contexto, pode se adiantar nas decisões e isso sempre vai trazer um resultado melhor pra você que apenas se concentrar em reagir às situações que surgem. Em pouco tempo tudo pode mudar.

Por exemplo, é bem melhor investir tempo e dedicação à sua empregabilidade enquanto está empregada do que depois de ser demitida. Não espere a crise pra estar pronta pra ela.

5. Não tenha medo de mudar
Às vezes, a gente faz tudo como julga ser ideal. Se prepara, trabalha feito doida e, depois de um tempo, vê que não tá chegando aonde queria. Aí, o que você vai fazer, ficar esperando que tudo mude ao seu redor? É muito mais fácil, seguro e garantido mudar a sua forma de agir. Dificilmente, a gente pode mudar as circunstâncias mas sempre dá pra escolher a maneira de lidar com elas, e não tem por que ter medo disso.
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É isso. Em duas horas, na frente da TV, tudo parece mais drástico, mas goleadas, a gente leva direto na vida. E, se no jogo, a culpa é dos jogadores e da equipe técnica, na vida real, também é nossa a responsabilidade pelo que nos acontece. A chave é usar isso ao nosso favor, sem vitimização. ;)

Foto daqui.
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O que você faria se não tivesse medo?

O título do post é uma frase que aparece logo no início de Faça Acontecer*, livro da vice presidente do Facebook, Sheryl Sandberg. Li há alguns meses e acabei demorando a escrever sobre pelo simples fato de não saber por onde começar.



Então resolvi partir do choque. Do momento em que eu tava de boa lendo, parei e pensei: putz, quase todo o impedimento pra quase tudo que quero fazer é medo. E dá pra dizer que esse é um livro sobre trabalho, sobre feminismo, mas acho que, antes de tudo, é sobre vencer o medo.

Nos primeiros capítulos do livro, Sheryl mostra, citando várias pesquisas, como nós mulheres nos impedimos de alcançar e mostrar nosso potencial no trabalho. Como ganhamos menos mesmo sendo estatísticamente mais preparadas, como somos menos promovidas. Mostra como tudo que a gente faz vem carregado de culpa, como a gente tende a se achar uma farsa e como temos uma necessidade inata de agradar, de ser uma boa filha, uma boa esposa e uma companheira de trabalho dedicada ao bem estar de todos. E como nossas vontades tão sempre em terceiro, quarto plano pra nós mesmas.

A partir da metade, ela mostra como os homens e a sociedade de modo geral são resistentes ao crescimento profissional da mulher. E, depois, ela chega a sugerir algumas formas de agir em relação às atividades de casa e à conquista de espaço - e até de direitos - no trabalho.

A cada frase que eu lia, me identificava mais. E alguns momentos em especial chegavam a me derrubar mesmo porque apontam pra manifestações de machismo que nunca tinham me ocorrido ou pras quais eu fechava os olhos. Uma das pesquisas mostra que a maioria dos homens é promovida pelo potencial e a maioria das mulheres é promovida pelo que já fez pela empresa. A gente tem que mostrar muito serviço - e não só talento - pra conseguir espaço.


Numa hora, ela conta de outra pesquisa em que um número X de pessoas foi dividido em dois grupos. Ambos ouviram a descrição de uma pessoa no ambiente de trabalho. A história falava sobre alguém competitivo, que expunha suas ideias, trabalhava bastante e outras coisas que não vou lembrar agora. Pra um grupo, os pesquisadores disseram que a pessoa era um homem. Pro outro, disseram que era mulher. Aí, pediram uma avaliação dessa pessoa e veio a bomba: o grupo que pensava que era um homem aprovou total as atitudes. O grupo que achou que era uma mulher reprovou. Acharam que um homem com essas características era "um cara de futuro" e a mulher com a mesmíssima descrição era egoísta e falsa. Tudo isso porque as pessoas - homens e mulheres - acreditam que homens têm que cuidar de si e mulheres têm que cuidar de todos. Estamos condenadas a ser mães em qualquer contexto, na mentalidade geral.


Em outro momento, ela cita uma coisa que costuma passas despercebida. Vocês já notaram que boa parte dos homens que fazem trabalho doméstico dizem que ajudam suas mulheres com a casa? Se eles dizem que ajudam é porque partem do princípio que não é obrigação deles e sim delas. As mulheres, muitas vezes, também dizem orgulhosas "meu marido me ajuda", quando, na verdade, ele só tá cumprindo a obrigação dele (ou só parte dela). Todo mundo que mora numa casa tem obrigações domésticas e isso não depende de gênero. Ouvi esse verbo "ajudar" mal empregado a vida inteira e nunca tinha atinado pra isso.

Muitas outras coisas no livro chamam atenção. Se eu fosse citar tudo, esse post não tinha fim. Ao contrário do que o título possa fazer parecer, não é um livro só pra mulheres que querem chegar no topo de uma empresa, mas pra mulheres que querem liderar sua vida e suas escolhas. Principalmente, é um livro pra se livrar do medo besta que faz com que a gente, tantas vezes, não saia do canto.


E, pra quem comprar o livro, eu sugiro que empreste a pelo menos um homem, principalmente se você divide sua vida com ele.

*Aqui tá o link do livro no Submarino, com o código de afiliados do blog. Se você gosta do Ricota e compra clicando nele, o blog ganha 8% do valor. ;)
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{plano b} Tita e as flores

O processo de montar o próprio negócio tem muitos prazeres e muitos percalços. No começo, a gente acaba se dividindo entre duas carreiras e ficando com os dois corações na boca. Não é fácil se equilibrar, mas se tem uma coisa que motiva e dá força é a paixão. E taí uma coisa que tem no Plano B de hoje. :)

Meio pelo destino, a recifense Tita resolveu seguir o instinto e trocar a publicidade pela paixão pelas flores. Hoje, a dedicação dela tá na Dona Jardineira, que nasceu fazendo paisagismo para pequenos espaços e consultoria de paisagismo. Meio por acaso, Tita decorou o primeiro casamento, não parou mais e a Dona Jardineira ganhou mais um serviço no portifólio. Nas palavras dela,  "é uma delícia inventar uma decoração pra um espaço, pra uma pessoa, num momento tão especial. Acaba sendo um mix de dedicação, carinho e suor. Ah, muito suor."

Pra conhecer um pouquinho mais sobre Tita e se inspirar nessa história, é só ler a entrevista aqui embaixo.



Como nasceu a paixão pelas flores e se transformou em um trabalho paralelo? 
Sempre convivi em um ambiente cercado por plantas, foi inerente a mim esse interesse, essa paixão. Cresci numa casa muito grande, com um jardim repleto das mais variadas flores e plantas, temperos e ervas- lembro que todos os dias tinha chá de erva-doce, cidreira, canela -  todos da casa, além de pinheiros, palmeiras imperiais, espécies aquáticas; tinha um quintal repleto de diversas árvores como mangueira, pitangueira, abacateiro, canela, acerola, limão, laranja. Meus fins de tarde eram uma delícia, pois era a hora de aguar as flores, e tudo ficava coberto com o cheirinho gostoso delas, a exemplo do manacá e dos jasmins. Minha avó materna, Dona Ivone, me ensinou muito do que sei sobre as plantas, além, claro, de eu ter me aprofundado nos estudos e ter feito cursos de paisagismo e design floral.

Como foi o processo de troca da publicidade pela Dona Jardineira? 
Foi um processo muito difícil. Porque gosto de publicidade, é muito instigante, e na época que decidi sair, eu estava trabalhando num local maravilhoso, com pessoas fantásticas, as quais muitas são minhas amigonas. Sair da zona de conforto foi um desafio, porque eu precisava encarar minha paixão, não mais como um hobby, mas como algo com que eu pudesse ser feliz e me sustentar ao mesmo tempo; Um dia, uns 8 meses atrás, olhei para minha prateleira e vi a grande quantidade de livros sobre paisagismo, arte floral, que eu colecionava desde que sai da faculdade. Alguma coisa estava errada. Estava indo contra o meu instinto. Mas, a ruptura, além de ser dolorosa, ainda tem um motivo complicador: grana. É importante uma reserva. Montar uma empresa, se firmar no mercado, o processo é lento e muito árduo. Mas estou me esforçando para que cada dia valha a pena.



Hoje, você já abraçou totalmente a Dona Jardineira ou tá em fase de transição? 
Ainda estou em fase de transição. Tentei me segurar por 6 meses só com a empresa, mas achei mais coerente voltar por um tempo a prestar serviço na área da publicidade, que é algo que gosto, mas meu coração e minha energia são todos da Dona Jardineira.

Quais as maiores dificuldades que tem encontrado pra levar a vida nova adiante?
Você ser dona do próprio negócio desprende muita energia. As decisões sao suas, o trabalho de visibilidade da marca é seu, ainda mais quando é a primeira vez que se decide ser uma microempresária. Você não faz só o lado bonitinho, criativo e artístico, tem a parte burocrática, que se faz necessário dominar. Graças à Deus, tenho muitos amigos queridos, todos talentosíssimos, que fazem parte do que eu chamei de "Coletivo Dona Jardineira". Eles contribuem, da maneira como podem, com o processo inventido e produtivo da empresa. Essa troca (altruísta, digamos assim) é maravilhosa.

Que lições você já aprendeu desde o começo que podem ajudar quem também planejar mudar?
Bom, acho que é essa pergunta é no gerúndio, kkkk, "o que ainda estou aprendendo...". Todo dia é um aprendizado. Mas, a lição número 1 é: acredite em você mesmo. Senão, quem mais vai acreditar? E...planjamento. Definir objetivo e foco, produtos e serviços, o diferencial da empresa, ter uma gama de bons fornecedores, fazer boas parcerias, agregar valores positivos a sua imagem.


Antes de conhecer a história de Tita, largar tudo e viver de flores parecia enredo de conto de fadas, mas quando a gente lê cada uma das respostas, percebe que nenhum caminho é só sonho. Tudo pode se tornar real e tudo exige esforço e dedicação, mas sempre tem recompensas. ;)
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O que você quer ser quando crescer?

Um assunto que tem me interessado cada vez mais é a relação das mulheres com o trabalho, sabe? Tudo relacionado a isso me chama atenção. Quero saber sobre a discriminação histórica que a gente sofreu, sobre as lutas pela igualdade, sobre os esforços - mesmo hoje em dia - pra ter o mesmo respeito e ganhar o mesmo que os homens que exercem as mesmas funções.

Me interesso por saber como nossa presença no mercado de trabalho (não só presença, mas a atividade consciente) tem mudado, e ainda vai humanizar muito, o próprio mercado. 

Bom, mas além dessas coisas mais tensas, eu gosto muito de saber como as pessoas decidiram fazer o que fazem da vida. O Plano B, por exemplo, é uma forma de ver inspiração nas escolhas de trabalho da galera por aí. Daí, ontem, vi na Revista da Cultura (pego sempre, adoro) uma reportagem de Clariana Zanutto sobre o que várias pessoas conhecidas em diversas áreas queriam ser quando crescessem. 

Quando a gente é criança, romantiza um bocado o trabalho e muitas vezes isso se perde totalmente com o tempo, mas é legal demais ver como essa fantasia passa a fazer parte da realidade em muitas histórias. Então separei, entre muitas legais, a história de três moças especialmente legais.


“Desde criança, não pensava em fazer algo diferente do que faço hoje, sempre quis trabalhar com roupas. Na minha casa, sempre tinha uma costureira e eu amava fazer as minhas próprias roupas e as da minha irmã. Eu bordava, cortava e depois usava apertando com cintos e faixas. Sempre foi o que quis ser quando crescesse.”


“Um irmão meu queria ser pipoqueiro, o outro, boiadeiro. Mas eu nunca soube. E acho que tive sorte em não saber o que queria ser. Me botaram para ser professora de línguas e foi ótimo; me botaram para ser bancária e foi ótimo; bibliotecária foi ótimo; secretária foi ótimo; tradutor e intérprete foi ótimo; artista está sendo ótimo. A única vez que fiz uma escolha, escolhi errado: fazer medicina. Puta que pariu, que erro! As pessoas não devem escolher, têm de ser escolhidas. Depois, percebi que a gente não tem que fazer o que gosta, mas tem de gostar do que faz. Nem sempre você pode ser o que quer. E tem tantas coisas de que pode gostar.”


“Quando eu era pequenininha, adorava assistir ao Chacrinha e queria ser uma chacrete. Achava aquilo o máximo. Minha tia fez uma roupa de chacrete pra mim, toda prateada, cheia de brilho, tinha até uma bota, e eu dançava e achava muito divertido. Quando cresci um pouco, antes da adolescência, pensei em ser arquiteta, já que ficava brincando de boneca e fazendo as suas casas. Eu pegava o jornal de domingo e ficava vendo as plantas dos apartamentos, imaginando a casa, os espaços. Gostava de desenhar muitas plantas de casas. Mais pra frente, fui achando algo mais perto da minha profissão. No final da adolescência, pensei em ser atriz. No meio disso tudo, ainda fiz um curso de Geografia, mas, no final, me achei mesmo como diretora.”

Me lembrei que, quando era criança, quis ser arqueóloga, cabeleireira e jornalista. Acabei publicitária porque achei que dava pra ser um pouquinho de várias coisas que gostava num trabalho só. Não deixa de ser. Penso que, ainda que vá fazer outra coisa na vida qualquer dia, fico feliz pela graduação que eu escolhi e o que vivi por isso. :)

E vocês, o que queriam ser quando crescessem?

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{plano b} Eva e a família

O primeiro Plano B foi massa. Muita gente se identificou com a história, falou comigo, contou um pouco da sua vida também e acho que o segundo não vai ser diferente, porque é sobre outra moça que foi atrás dos sonhos. Aliás, ela parece que nasceu pra correr atrás de sonhos.

Eva, 30 anos, é a criadora da La Pomme, que produz e vende peças com um design bem característico de lá, tudo lindo e com alma. Mas até chegar ao sucesso que a La Pomme é hoje, ela, junto com o marido Éder e a filha Isadora, percorreu um caminho longo cheio de coragem. Desde o início, o casal trabalhava junto no próprio negócio, mas mesmo quando você já mudou a rota uma vez, pode querer mudar de novo, né?

Na entrevista, a gente entende melhor como tudo aconteceu e segue a semana bem mais inspirada pra vida, pros projetos e o que vier.


Como o design e a criação de produtos entraram na sua vida ou, em outras palavras, que caminho você percorreu até a La Pomme nascer?
Segundo Eder (meu marido) essa é uma das duas perguntas proibidas ( a outra é como a gente se conheceu), porque eu me empolgo e falo demais.
Adolescente, sonhava em ser bióloga e viver viajando e fazendo pesquisa, estava me preparando pra isso (fazer vestibular pra biologia). Conheci Eder, me apaixonei, fugi de casa e casei!
O "modelo" de família que eu queria ter não casava com a forma como queria atuar na profissão, então quando concluí o 3o ano estava perdida e como não havia uma pressão para que eu prestasse vestibular de imediato, fiquei em busca de um curso que se encaixasse na minha vida e nas minhas aptidões. Enquanto isso trabalhava com Eder na área de informática. Passamos muitos perrengues e em 2003 comecei a fazer, bem amadoramente, produtos personalizados pra ganhar algum dinheiro. Em 2005 recebemos um convite pra trabalhar com fotografia em Recife e não pensamos duas vezes, arrumamos as malas, vendemos os poucos móveis que tinhamos e despencamos pra cá com um computador, as roupas, Dorinha e R$ 500,00 no bolso! Trabalhávamos com fotografia, deixei os personalizados meio de lado. As coisas melhoraram, montamos estúdio, casa, nos estabelecemos, mas eu sentia falta de algo. Eu queria mais!
Entrei pra faculdade de Artes Plásticas. Nesse período eu comecei a "buzinar" no juízo de Eder que queria voltar a produzir coisas manuais, a fazer personalizados, mas de uma forma diferente do que se via nos "fotoprodutos". Eder é um companheirão e abraçou meu desejo como dele! Fomos em busca de máquinas, materiais, programador pra colocar a loja virtual no ar... Nesse meio tempo eu tava meio desanimada com a faculdade, O curso era legal, mas não era bem o que eu queria. Um dia eu entrei numa loja de produtos de design para crianças e vi alí que eu queria era fazer o curso de design. Tranquei a faculdade e não consegui fazer o curso de design. Porque nessa época tinha muito trabalho no estúdio e a La Pomme começa a tomar tempo.
Eu sempre fui apaixonada por manualidades, desde de pequena faço "arteirices" a La Pomme me proporcionou dar vazão à essa paixão.

O que fazia você pensar "vou investir, vai dar certo?
No início da La Pomme eu tinha respaldo financeiro do estúdio, então eu encarava como hobby. Um hobby sério mas que não era meu trabalho principal. Só que a loja cresceu e chegou um momento em que eu tive que escolher dar um passo além e começar a escolher entre a fotografia e a La Pomme. 
E nós escolhemos a La Pomme. Hoje eu ainda fotografo, mas cada dia menos. Hoje a fotografia é o meu trabalho secundário.
O principal motivo que nos fez escolher, acreditar e investir na La Pomme foi a aceitação dos clientes.
E não é uma aceitação pautada pela quantidade de vendas. Foi a aceitação maneira como conduzimos o trabalho! A troca de carinho que existe é muito gratificante. A loja nos trouxe muitos amigos. Nos trouxe satisfação e reconhecimento. Cada e-mail de feed back emociona, mesmo depois de 3 anos de loja. Ouvimos tantos agradecimentos, tantas histórias cheias de alegrias onde nossos produtos estiveram inseridos. E essa troca não há o que pague!



Como é ter trabalho e casa tão integrados, misturados mesmo?
Hoje não trabalhamos mais dentro de casa. Construimos um galpão no quintal da casa onde funcionava o estúdio, levamos o ateliê pra esse espaço e por um período conseguimos dividir o galpão entre estúdio e ateliê, mas no início desse ano desativamos totalmente o estúdio. Dessa forma conseguimos deixar bem definido onde começa e onde termina casa e trabalho mesmo eles estando praticamente no mesmo lugar. No nosso caso isso facilita muito porque eu posso ter Dorica (minha filha) perto sem que ela precise abrir mão do conforto da casa. Não perco tempo com trânsito. Posso almoçar em casa. Com  toda essa tranquilidade o processo criativo é favorecido. Se eu tiver um surto criativo de madrugada é só cruzar o jardim, ainda de pijama e chegar no ateliê. Claro que tem alguns contras, mas tudo na vida tem prós e contras. 

Uma das características mais legais da La Pomme é que sua família trabalha junto com você. Como isso contribui pra qualidade do trabalho e pra qualidade de vida?
Essa resposta complementa a anterior. Como falei a La Pomme é um projeto alimentado pelo pessoal e eu sou assim, não sei me separar em Eva - profissional e Eva - pessoa, é tudo uma coisa só, tudo junto e misturado mesmo. Minhas motivações vêm do que sinto e só consigo fazer algo em que acredito. As coleções da loja são baseadas em vivências pessoais (a maioria estão relacionadas à Dorica). Ter Eder me apoiando, trocando ideia, produzindo junto só enriquece e favorece o trabalho. Ter Isabela (minha irmã) na criação é muito bom porque existe uma sintonia grande entre nós duas e isso facilita demais o processo!
A La Pomme me aproximou mais de Isabela e acredito ter fortalecido ainda mais o relacionamento com Eder, Além de favorecer a criação e formação de Isadora que está com a gente o tempo inteiro e participa de tudo, até de algumas dcecisões (mesmo tendo só 10 anos).

Que conselhos você daria a alguém que também quer mudar e seguir um Plano B na vida?
Eu acho que é preciso ter muito claro o que se quer. Se a pessoa quer um plano b pra trabalhar menos, pra não ter chefe, pra ter horário flexível, tá indo pelo caminho errado porque quando se tem o próprio negócio se trabalha triplicado, sem hora pra começar e terminar, você não terá um chefe, cada cliente seu será um chefe que te cobra, que quer o melhor de você, que precisa que você cumpra os prazos...
Se o objetivo é exclusivamente financeiro, cuidado. No início se trabalha MUITO e o retorno financeiro não é equivalente, nem a estabilidade financeira.
E esse início não são os primeiros meses, muitas vezes são os primeiros anos.
Em contrapartida, quando você faz o trabalho com amor e dedicação o retorno (que vai além do retorno financeiro) é reconfortante e recompensador. O prazer de trabalhar com o que se ama, com o que te motiva só sabe e entende que vive isso. Conseguir quebrar a barreira comercial cliente x empresa e receber palavras de carinho e agradecimento de volta é ímpar!



Quando a gente lê Evinha contando a sua história, só consegue pensar que ela não tem medo de mudança, né?   Mudou de estado, de vida e embarcou em negócios novos até encontrar o seu. Coisa linda ver uma família unida e se apoiando assim todos os dias.

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{plano b} Raphaella e os cupcakes

Se a gente pensar nas motivações que tem na vida, acho que a maior delas ainda é ser feliz. A gente pode querer construir muita coisa, pensar em muita gente, se esforçar muito, mas sem buscar um contentamento, uma realização, nada disso funciona. E o que eu tenho percebido é que as pessoas da minha geração e das que estão vindo depois estão muito mais à vontade pra serem felizes.
Quando a gente pensa nos nossos pais ou em tanta gente de gerações anteriores, de modo geral, nada tinha mais valor que o sacrifício. Obviamente, isso teve muito valor pra nos dar sustento, educação e responsabilidade, mas também trouxe uma carga de culpa. 

Acho que vivemos o tempo de transformação que mostra que, ei garota, a vida não tem que ser um sacrifício não. Os relacionamentos não têm que ser, seu convívio com seu corpo não tem que ser e seu trabalho muito menos.

E encarar que esse último pode ser mais leve, ocupar menos tempo e ter mais a ver com você é a parte mais difícil de aceitar. Muitas moças por aí tão com a cabeça fervilhando de ideias e o corpo cheio de cansaço da rotina, mas apegadas à ideia de estabilidade e carreira. A vontade de mudar, largar o trabalho e, às vezes, até mudar de carreira é grande, mas o medo também é. 

Por isso, quis criar a tag Plano B, pra mostrar histórias de mulheres que mudaram toda a relação delas com o trabalho, agarraram o controle da própria vida (porque muitas vezes tudo o que você quer liderar é sua própria vida) e contam como fizeram pra deixar o medo de lado e seguir um sonho.

A primeira história é inspiradora e doce. Rafaella Batista (vamo chamar de Lela ou Lelinha, que aqui tá todo mundo em casa), recifense de 24 anos, largou a rotina da agência de publicidade pra vestir o avental - com brilho, que ninguém é de ferro - e abraçar de vez o mundo dos cupcakes. Assim, nasceu a Cupcake Feelings, uma marca linda com uma loja linda e uma dona linda e feliz. Fiz algumas perguntas, mas quem conta tudo é a própria Lelinha.

Conta pra gente um pouco sobre como tudo começou e se os cupcakes te levaram a sair da publicidade ou a vontade de sair do mercado publicitário te levou aos cupcakes.
Morei nos Estados Unidos dos 2 aos 6 anos e foi lá que minha paixão por cupcakes começou. Quando vim pro Brasil, comecei a fazer cupcakes com minha mãe para saciarmos esse desejo. Sempre que havia uma festinha, fazíamos os bolinhos e logo todo mundo começou a associar os cupcakes comigo. Comecei a receber muitas referências e decidi criar um blog expondo todas essas ideias que eu recebia. Com 15 dias de blog, comecei a vender cupcakes. Dividia meu tempo entre agência (9h às 19h), pós-graduação em Administração em Marketing (19h às 22h) e cupcakes (22h atééé a madrugada). Aguentei essa rotina pesada por 8 meses. Até que optei por sair da agência e me dedicar apenas aos cupcakes. Tomei essa decisão pensando nas possibilidades de crescimento e aprendizagem que o Cupcake Feelings me trariam. Saí do mercado publicitário, mas exerço minha função de publicitária todos os dias. Faço questão de cuidar de todo o marketing e campanhas do Cupcake. Conto com a ajuda da agência Curinga Comuniquê, dos publicitários João Uchôa e Gabi Quintas, do administrador Daniel Farias e do fotógrafo Américo Nunes, para dar conta de tudo. 

Em que momento você teve aquele estalo "agora é a hora de investir meu tempo e minha energia no Cupcake Feelings"?
Foi um grande e doloroso "estalo", viu? Hahaha. Nossa, foi uma decisão muito difícil de tomar porque eu amava muito o meu trabalho e agência que eu trabalhava na época (3Pontos Comunicação). Tive que ser beeem racional para colocar tudo em prática. O estalo veio em novembro de 2011. Estava há 8 meses numa rotina louca, senti que não estava conseguindo mais render tanto no trabalho, nem na cozinha, pois eu estava dormindo 3-4 horas por noite. Estava cansada, esgotada. As encomendas só faziam aumentar. Então senti que não dava mais pra continuar com tudo, eu teria que optar por um lado e investir tudo nisso. Coloquei tudo numa balança e vi que deveria seguir com o Cupcake Feelings. O pessoal da agência me apoiou bastante,o que deixou o processo bem mais tranquilo no final.

Qual você diria que é a característica mais forte do Cupcake Feelings?
Acredito que seja nosso trabalho desenvolvido nas redes sociais. Por ser publicitária, soube desde cedo o valor dessa mídia para as empresas, então procuro trabalhar para que o Cupcake se torne cada vez mais conhecido e que o contato com nosso cliente seja mais estreito. Faço questão de responder todas as questões levantadas nas redes sociais, sejam elas negativas ou positivas.


O que ou quem mais te ajudou nessa jornada?
Família, namorado e amigos com certeza. Se não fossem eles, eu acho que não teria chegado até aqui. Me apoiaram demais em todas as decisões, sempre me incentivam a continuar, me dão ideias, dicas, sugestões. Isso foi fundamental para essa caminhada.

Em algum momento, você pensou em desistir?
Sinceramente? Sim! Além do peso de tomar uma decisão tão importante dessa, o caminho a ser seguido não é tão simples como algumas pessoas pensam. Não tenho filhos, mas imagino que a relação seja bem semelhante. Você passa a viver por aquilo. Todos os lugares que vou, procuro coisas de cupcakes. Fico o tempo inteiro pensando em possíveis campanhas, novos sabores, problemas, soluções. É natural que o cansaço bata e você se questione se o que você está fazendo está certo. Nessas horas eu recorro à minha família e meu namorado. Eles são minha base total, que me colocam no lugar e me fazem seguir em frente. Se você ama o que faz e tem o apoio de pessoas especiais, pode questionar o quanto for, mas você não desiste. :) 

Que dica você daria pra alguém que também quer mudar de carreira e investir em algo novo mas não tem coragem?
1 - Comece a ter coragem de agora, porque você vai precisar de muita. Hahaha. 
2 - Coloque tudo na balança, veja o resultado e tome sua decisão. Você precisa pesar seu conhecimento naquela área, sua satisfação em trabalhar com aquilo, a rentabilidade que o negócio pode te trazer, a viabilidade da ideia, como o projeto seria executado, se você está disposto a abdicar de certas coisas, etc. 
3 - Não pense apenas no retorno financeiro. Pense na sua qualidade de vida e na sua satisfação pessoal. Isso não paga tuas contas, mas quem trabalha com o que ama recebe um retorno muito maior em todos os sentidos.
4 - Se tem uma ideia, coloque ela em prática a partir de hoje. Amanhã o teu concorrente pode ter executado ela e você fica pra traz. Não perca tempo.
5 - Tome sua decisão, se dedique integralmente a ela e muito sucesso pra você! <3>


Quando li as respostas de Lelinha no meu email, até me emocionei com o tanto de lições que dá pra tirar dessas linhas. Espero que a história dela seja inspiradora  pra quem tá em busca de um empurrãozinho pra buscar sua felicidade.

Espero que vocês tenham gostado e semana que vem tem mais. :)
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